sábado, 3 de outubro de 2009

Christopher concretiza seus projetos

As últimas horas de vida de Rockdrigo González, esse cantor urbano dos anos 80, rupestre, pai de Amandititita, criador da canção "Metro Balderas" e quem morreu em seu apartamento durante o terremoto de 19 de setembro de 1985, serão recriados no cinema.

Ele será um dos personagens que estarão no filme que, sobre o terremoto, prepara o ex RBD Christopher Uckermann, cuja rodagem começa no próximo mês. Este é um projeto, diz o cantor e ator de 22 anos, diferente do que há duas semanas anunciou seu colega, o ator Kuno Becker. "Este filme fala de vários personagens que têm a ver de alguma forma com o que passou nesse dia. Está a mãe que tem problemas familiares, a história de uma menina, está Rockdrigo González e um palhaço que ajuda a resolver problemas das crianças. Eu não tenho nenhum problema com Kuno, ele tem seu roteiro (escrito por ele mesmo) e eu o que conheci faz um ano. Tem lugar para todos, as duas são histórias muito diferentes", diz Uckermann.

O roteiro que se refere o intérprete é original de Janette Russ. Porém não tem diretor, mas já pensa em um afroamericano, o qual guarda a indentidade. O orçamento está sendo buscado em Estados Unidos e México, o elenco conhecerá no momento certo.

Uckermann afirmou que interpretaria o personagem do palhaço e seria uma peça da parte criativa do filme. Já escreveu uma canção alusiva para o filme, que poderia ser incluída na trilha sonora. "Seria legal envolver artistas que de alguma maneira viveram o terremoto. Por que não colocar Amandititita? De fato já compus um tema para o filme, se trata de um tema sério, o terremoto é uma coisa muito delicada, tem que ser tratado assim".

Assim que foi publicado o projeto de Kuno (sobre um pai que se perde de seu filho e que dirigiria Fernando Royzar, Navidad S.A.), dezenas de fãs mostraram-se incomodados pelo que consideraram roubo, plágio e falta de imaginação.

Defenderam Christopher Uckermann, esclarecendo que ele havia sido quem havia informado, a princípio, um filme sobre o tremor. O ator entrevistado riu quando comentaram o acontecido. Sabe que as idéias estão no ar. Lembra, por exemplo, a polêmica que se levantou há alguns anos, quando quase ao mesmo tempo se produziram em Hollywood dois filmes parecidos: "Impacto Profundo" e "Armageddon". "As fãs sempre mostram seu apoio, são muito carinhosas e eu as agradeço por essas amostras. Aqui, bem, cada quem tem estruturado seu projeto e tomara que os dois saiam bem".

Foi difícil abrir caminho no cinema, deixando para trás quatro anos de turnês, discos e novela com RBD?
"Acredito que é um clichê isso de que os atores de televisão não servem para o cinema ou vice-versa. Tenho 22 anos, apenas estou começando e estou feliz com a nova etapa. RBD foi uma experiência incrível, mas por agora estou focado no filme e o CD (como cantor solo) que espero lançar no próximo ano. O que tenho certo é fazer o que gosto."

Colocaram uma data limite para começar a rodar o filme?
"Sinceramente considero que o cinema é duvidoso, as coisas atrasam, mas esperamos que o limite seja setembro, quando todos conhecerão o elenco, mas claro, isso é quando conseguirem tudo o necessário."

Reconstruirão os edifícios derrubados ou usarão imagens de arquivo para a história?
"De arquivo, já as temos, mas não gostaríamos de nos focar em como se derruba tudo, mas nas histórias das pessoas que é um tema bastante forte para tratar com rapidez. O que se vai ver são as horas antes do tremor e o que acontece depois, o que queremos é buscar esse México que saiu nesse momento, quando nunca antes se havia sentido a união entre as pessoas, desde a Revolução. O filme vai estar falado em espanhol, sem dúvidas, ainda que um dos candidatos a diretor seja afroamericano".

Como vai a preparação do seu novo CD?
"Já tenho uns temas escritos, uns cinco ou seis, dos 11 que serão. Vai trazer o que lançamos digitalmente (Light Up The World Tonight), mas em seu momento lançaremos um novo single. Apenas estamos nesse processo".

Qual vai ser o ritmo. Você tem a missão de fazer algo que não pareça com RBD?
"De alguma forma é uma combinação de tudo. Está entre música eletrônica e coisas que eu gosto, instrumentos especiais, uma gaita, ainda que também não seja world music (risos). O que sei é que não é 100% pop."

Voltaram a te convidar para fazer novelas ou séries para a televisão?
"Sim, fizeram isso, mas agora, pelo CD e o filme, não pude. Mesmo assim, estou pensando em outra coisa".


Fonte: Informador.com.mx

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